sábado, 27 de novembro de 2021

 

Philosophus Tavernisticus #2

Dicas de Literatura

Atualizado: 16 de Ago de 2020

 

Semana passada, foi apenas uma conversa informal sobre pontos que podemos observar e refletir semanalmente nessa coluna.

Estive pensando em um início que não fosse uma apresentação pessoal ou uma descrição do iríamos abordar. Mas agora que já houve esse contato, vamos ao que interessa.

Será que há uma “gramática” na literatura? Um padrão que podemos identificar e analisar? Não digo como crítico literário, mas como diletantes mesmo. Para melhorar nossas escolhas na hora de compor um texto ou encontrar livros que nos agradem. Está-se falando de rótulos? Acho que não. Porque rotular é reducionismo demais. Imaginem na indústria da música. A diversidade de estilos dentro de um gênero. O rock, por exemplo, divide-se em tantas variedades. E a literatura fantástica? Meu Deus! Igualmente rica. Vamos pensar nela um pouco.

A literatura fantástica nos coloca diante de eventos, situações, onde se encontra uma fenda, uma ruptura na realidade, em que se abre um vão pelo qual se vislumbra outro universo ou, em casos específicos, outros universos. Agora invadimos a seara da ficção científica. Tema da futura semana.

Voltemos às definições:

“O termo fantástico vem do latim - phantasticu-, que por sua vez vem do grego - phantastikós-, os dois oriundos de – phantasia - ou seja, o que é criado pela imaginação, o que não existe na realidade, o imaginário, o fabuloso”. Conforme Selma Calasans Rodrigues em O Fantástico.

Sendo assim, Machado de Assis em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é tão fantasia quanto Tolkien em Senhor dos Anéis? Acho que melhor comparação seria Lobato, se considerarmos que “O Sítio do Pica-Pau Amarelo” é cheio de criaturas mágicas, mistura mitologia grega, folclore brasileiro. Quase um mundo mágico paralelo. Alguém no fundo gritou Nárnia? Porque Hogwarts eu ouvi!

Acabei de descobrir que, segundo George Martin, sou um autor jardineiro e não autor arquiteto. A diferença é simples. Um, planta a ideia e segue regando, deixa crescer, poda aqui, poda ali. Acompanha o crescimento, guia os galhos e a árvore se cria. O outro planeja tudo, estrutura, analisa, constrói. Claro que há imprevistos e tal, mas ele os resolve e segue. Ambos estão corretos e são bons, mas cada um é cada um e eu sou um jardineiro. E você?

Voltemos à gramática literária. Com os exemplos acima já notamos alguns padrões, tanto no trabalho do escritor quanto aos elementos de histórias que conhecemos. Notamos que na literatura fantástica há um rompimento com o que consideramos real. Mundos paralelos, magia, futurismo, terror, monstros. Tantos ingredientes. Falando assim, há uma receita? Padrão, ingredientes, receita, estrutura. Sim, há. Há tudo isso e muito mais. A começar pelo conflito inicial que gera uma mudança de rumo, perguntas, respostas ou não e que se encaminha para um destino/desfecho final. Em tudo há um começo, um meio e um fim. Não obrigatoriamente nessa ordem. Mas há. E após anos lendo, vamos percebendo esse jogo de perguntas e respostas e adivinhando situações, desfechos, finais. Vez ou outra, nós somos surpreendidos com um inocente que jamais pensamos ser o culpado. Ou um culpado inocente. Tantas variações. No fim é um jogo. O autor mostra aqui, esconde ali. Vai dando-nos informações verdadeiras ou não. Criamos um mundo em nossa mente e no fim dizemos se gostamos ou não.

Mas e a gramática literária? Alguns a chamam de Narratologia.

Semana que vem mergulhamos no termo.

Até mais. 

Comente! Pergunte! Converse!

 

#narratologia #culturapop #cinema #música #literatura #teoria #prática

 

Philosophus Tavernisticus #1

Minhas impressões sobre a escrita.

13 de Ago de 2020

Minha Primeira Regra (talvez única): Não desconsidere sua experiência. Sua vida, suas histórias. 

Tudo é repertório, tudo é jornada, tudo é uma eterna busca de respostas. Qualquer conselho, que escritores, desde o mais simples até o mais sofisticado possam lhe dar, é perpassado por empirismo, vida e experiências pessoais. Ninguém pode falar de algo que não experimentou (digo em percepções sensoriais). Já pensou em descrever como é o gosto de uma maçã? Ou o prazer de sentir a água gelada de um rio ou o afago de uma brisa leve em seu rosto? Como definir emoções, sentimentos, lembranças? Então, não desvalorize a sua própria experiência. Mas junto a essa regra, aprenda com a experiência do outro. Observe.

Grosso modo a escrita é só o registro. O livro é só um suporte, uma tecnologia. Antes de aprofundar conceitos, pense em um passado remoto onde tudo era transmitido oralmente. Esse fenômeno não deixa de ser literatura, pois essa é em si a arte da palavra. Por definição, a transmissão oral é literatura. Mas sem registro informações se perdem. Pense no pastor que risca uma vara ao fim do dia para conferir se todas voltaram ao cercado. Talvez a escrita tenha surgido pela necessidade de transmitir ou guardar informações.

Bom. Acho que estabeleci os pontos que vamos refletir: Experiências, vivências, observação e registro.

Um bom escritor não é aquele que apenas domina as técnicas de registro; linguagem, gramática, semântica, etc. Antes de tudo, ele deve ser um grande observador, um coletor de histórias, um pesquisador do humano e, com isso, de seus sentimentos, ações, escolhas, filosofias, etc. A leitura provoca no leitor respostas físicas. A leitura cria uma empatia, nos colocamos no lugar do outro, nos imaginamos na pele do herói ou do vilão. Choramos, rimos, ficamos com raiva, nojo, indignação. Há necessidade de uma experiência leitora, óbvio. Vivemos a vida do outro. Quando isso não acontece esquecemo-nos do livro, da história, do nome dos personagens. E partirmos para um próximo que nos preencha.

Piegas? Não. Isso já foi testado. Há estudos sobre essas respostas. E isso prova que o principal de uma boa história é a profundidade emocional dos personagens. Não é só uma questão de perfis físicos, cor de pele, cabelo, altura, peso. Mas o que importa é você ser capaz de prever as reações dos personagens, entender como ele pensa e ou como reagiria frente a essa ou aquela situação. Claro. Isso não é regra. Nada é regra. Falo regra como a receita absoluta que vai resolver tudo. A panaceia divina. Não há remédio que cure tudo. Mas há conversas que dão alento.

Aceitei o convite de escrever para esta plataforma em função de um aspecto que acho fundamental. Em um blog há a possibilidade de conversar, comentar, interagir. Esse foi um texto de apresentação, de entrada nesse mundo imenso. Espero continuar em breve.

Que a fogueira não se apague e nossa conversa gere ideias, inspirações, respostas.

Até mais.

 

#literatura #culturapop #opinião

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

 Fala, galera!

Estou fazendo dois cursos novos e estou com algumas ideias para o blog.

Engraçado que eu não planejava nada disso.

Em breve vou começar uma pós em literatura brasileira contemporânea e um curso de bacharelado em Letras.

Minha intenção é analisar Cinema e Literatura.

Em breve novidades!!!!


segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Expectativa Duna!

Olá!

Hoje vou ao cinema assistir ao filme Duna!

Eta vibe legal!

Vou gostar, né?

Sou fã, fazer o quê?

Amanhã teremos vídeos no canal do Youtube, etc. 

Mas vocês sabem que não sou sommelier. Sou apenas um espectador comum, médio, que tem senso crítico, mas que acima de tudo privilegia a diversão.

Amanhã falaremos sobre o filme.  

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

 Fala, Galera!

Como sou antigo.

Ou atrasado.

Nesta época de redes sociais e podcasts, quase um mundo distópico como nos livros que leio e gosto, eu estou aqui fazendo uma coisa que talvez fosse novidade uns vinte anos atrás ou mais: escrevendo para meu blog.

Mas ainda penso que para escritores o blog é a coisa mais legal que há, ou uma das.

Pelo menos para mim é divertido.

Vou postar aqui as colunas do Philosophus Tavernisticus. 

Essa coluna é uma das coisas que mais me diverti fazendo.

Espero que gostem.

terça-feira, 9 de junho de 2020

Jornal "O Estado" Santa Catarina

http://hemeroteca.ciasc.sc.gov.br/oestadofpolis/1943/EST19438759.pdf

Jornal do Brasil


Só clicar e se divertir!!!

Literatura 2.0

Olá!
Quanto tempo não escrevo aqui.
Culpa do Facebook e do Instagram.
e dos filmes, séries, livros faculdades, pós-graduações...
Mesmo assim encontrei tempo para escrever a continuação e um spinoff. Que nem era para ser spinoff, mas virou.
Então... Essa semana chega aqui em casa o tão esperado (pelo menos por mim) A Ascensão do IV Reich.
Farei o máximo que puder para movimentar isso aqui.
Pena que em blogs temos pouca interação.
Gostaria muito que funcionasse de forma diferente. Mas enfim... quem sabe isso muda.
Toda e qualquer novidade vou falar aqui.
Em relação ao título do post, é o seguinte.
Na Biblioteca Nacional há todos os jornais de 1978 que noticiaram os eventos que me inspiraram e serviram de base para o livro Conspiração Nazi.
Só procurar: Jornal do Brasil Alfred Winkelmann.
Procurem!

domingo, 29 de outubro de 2017

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

  Philosophus Tavernisticus #31 Essa semana não li nada diferente nem assisti a algum filme novo. Na verdade, gosto de ver filmes que assi...