terça-feira, 19 de julho de 2016

Divagações literárias e mercadológicas. Pura bobagem #1

      Como sou  atrasado em relação a essas coisas tecnológicas! Ser blogueiro deve ser coisa da década passada. Mas fazer o quê?
      Bom! Farei uso dessa ferramenta. Não quero criar nada que não seja mais válido que uma conversa de boteco. Adoro boteco. Meu Avô materno tinha um. Passei a infância indo nele(sob a gerência de meu tio). Infelizmente não conheci esse Avô. Ele morreu antes de eu nascer. Mas sei que tocava violão, viola, acordeon. Não vou conta mais coisas senão vai virar uma biografia dele. Mas qual a importância do boteco em minha vida? Vida de músico, de professor, de escritor.
     Agora entenderam porque o título da postagem é "Divagações...", né?
     Qual a importância do boteco? Acredito que principalmente por ter uma infinidade de pessoas diferentes. Quase uma Cantina de Mos Eisley. Então essa diversidade deve ter me feito crescer sem preconceitos e cheio de exemplos e histórias. Todos contavam suas histórias. Era próximo de um dormitório de empregados de uma empreiteira. Esses caras tinham viajado pelo país inteiro. Eram pedreiros, marceneiros, motoristas e uma infinidade de pessoas fenomenais que de certa forma são invisíveis na sociedade, mas que sem elas ninguém vive.
     Se você chegou aqui deve estar se perguntando. Cadê a literatura e o mercado? Vou te falar.
     Nenhuma história é boa se o personagem não for bom. Você tem que sentir que corre sangue nas veias do cara. Tem que entender a motivação do bandido e nesse caso, algumas vezes a gente até torce pelo bandido.
     Notei também que o clichê pouco importa se o que o personagem viveu ou vive tiver algum impacto na vida dele. Reclamam do clichê, mas duvido se na vida de vocês não há vários. Ou se você não está louco para viver um.
     E o mercado com isso? Você quer atingir o quê? Um número expressivo de vendas ou quer criar uma legião de fãs apaixonados por um personagem? Que compram qualquer coisa relacionada ao livro? Que carregam o livro para todo lugar e indicam para todo mundo?
     Não vendi muitos livros ou cd's em minha vida profissional. Mas como sempre tive um contato próximo com meu público, tenho uma enorme variedade de opiniões e receitas dadas por eles. O que devo fazer? Qual rumo tomar? E se você fizesse isso ou aquilo?
     Explicar verdades absolutas ou criar conceitos novos nunca foi meu objetivo. Não pretendo nada além de contar histórias. Talvez fale do pedreiro ou do médico ou do astronauta. Mas já defini que a matéria-prima de meus livros serão as pessoas que você vê na rua, mas não imagina o universo de coisas loucas que acontecem na vida dela.

  Philosophus Tavernisticus #31 Essa semana não li nada diferente nem assisti a algum filme novo. Na verdade, gosto de ver filmes que assi...